O que fazer contra as agressões fascistas? Por Val Carvalho

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Se amanhã a milícia fascista usar a violência física para impedir você, que não é do PT, de manifestar a sua opinião, o que acharia disso? Essa é a mensagem do vídeo de denúncia do senador Lindbergh que precisamos viralizar nas redes sociais.

A conivência da polícia, a omissão calculada do poder público e o estímulo safado da grande mídia são todos ingredientes do sopão fascista que está sendo cosido pela política nacional. Em condições diferentes se repete no Brasil atual o mesmíssimo processo ocorrido durante a ascensão do nazismo.

À medida que não consegue derrotar Lula e se aproximam as eleições, o campo da direita liberal golpista solta cada vez mais a rédeas dos facínoras de Bolsonaro contra as forças populares que vão para às ruas lutar por direitos e por democracia. Isso indica que as condições objetivas de se fazer política estão mudando rapidamente e as possibilidades de confronto com as milícias urbanas e rurais do fascismo se tornam concretas.

Mesmo sendo criado como um partido para a luta democrática pacífica, o PT precisa fazer um esforço de adaptação a fim de garantir, com as nossas próprias forças e dos movimentos sociais, a segurança das massas contra as agressões fascistas. Do que se trata aqui é do direito sagrado de nos defender, mas sem que isso nos envolva com as provocações. É isso o que todos eles querem, que sejamos acusados de “violentos e baderneiros”. Lula está certo em dizer: “Tem um canalha esperando pra gente dar uma surra nele. Não vamos”.

Contra as agressões fascistas o nosso movimento tem de ser o de cobrar responsabilidade da mídia e exigir dos poderes públicos a garantia constitucional da seguranças das manifestações democráticas.


Val Carvalho é militante histórico do Partido dos Trabalhadores (PT).

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