No Twitter, Bolsonaro comete crime de responsabilidade, mas mantém sua base mobilizada em torno de pautas morais, por Daniel Samam


Durante a maior festa popular do país, o carnaval, Bolsonaro teve a oportunidade de exaltar a nossa Cultura, mas preferiu disseminar demagogias (sobre Lei Rouanet e Educação), atacar gratuitamente opositores e espalhar escatologias, revelando a incompreensão da altura do cargo que ocupa. 

A postagem em seu twitter oficial desonra o posto presidencial e revela uma obsessão doentia do ex-capitão que, além de denegrir a nossa Cultura perante o mundo, ainda comete crime de responsabilidade, conforme consta na Lei 1.079/1950, em seu artigo 9º, que lista os crimes de responsabilidade contra a probidade na administração. O item 7 é claríssimo: "proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo."

Para além do debate em torno da postagem em sim, o tweet presidencial não passou de mais uma jogada, uma armadilha pensada pelo "cérebro" da Comunicação bolsonarista, o filho Carlos, e que os progressistas e democratas em geral morderam, criando mais um embate à fim de manter mobilizada a militância bolsonarista em defesa do governo em torno de pautas morais. 

Nós, progressistas e democratas ainda não fomos capazes de revelar à sociedade que não houve, até então, um único ato positivo deste governo para com a população.

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