Jair dança e o neoliberalismo avança, por Cristiano Lima


As patacoadas constantes de Jair Bolsonaro e sua trupe não podem nos desviar do foco, pois não existe tempo para o descuido. 

Não estamos assistindo a um espetáculo de marmeladas, por mais desastroso, vergonhoso e sem noção e recheado de comparações que seja o seu governo, não podemos nos esquecer o que eles de fato representam.

A plataforma de governo fascista e entreguista de Bolsonaro leva o país ao fundo do poço, a submissão ao capital estrangeiro e ao empoderamento daqueles que cultivam o ódio e o massacre de minorias. Bolsonaro rasteja, dança, mas continua focado no seu objetivo de minimização do Estado. Sempre amparado por sua política altamente conservadora e seus seguidores fanáticos.

A agenda, voltada a atender a interesses distantes do povo, do meio ambiente e da cultura vem funcionando sorrateiramente.

Enquanto Bolsonaro chama atenção, fazendo vergonha, o Ministro das Minas e Energia, Almirante, Bento Albuquerque, em um evento nos EUA, anunciou a abertura de terras indígenas para exploração de minérios por empresas privadas. Um massacre anunciado! Vidas, cultura, história e natureza correm perigo.

Os povos indígenas que já sofrem com o massacre de seu povo por conta da grilagem de terras promovida por fazendeiros que de forma ilegal tomam posse, expulsam, assassinam, agora sofrem a ameaça do governo que propõe legalizar o massacre.

O desrespeito à natureza, ao meio ambiente, a Cultura e a luta pela preservação da identidade do índio se tornam fatores irrelevantes para um governo servente ao neoliberalismo. Sem dúvidas, o Brasil retrocede ao passado colonial. Políticas, economia tudo voltado a atender interesses distantes do povo, tudo em favor e proveito da metrópole americana que ao que parece enxergou em terras sul americanas seu ponto de extração de riquezas.

Não podemos descansar os olhos na alegoria das bizarrices.
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Cristiano Lima é Educador, graduando em Geografia pela UERJ/CEDERJ e Escritor.

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