Venezuela resiste bravamente à sanha imperialista, por Daniel Samam


O dilema venezuelano é de natureza econômica e cíclica. O petróleo, produto principal da economia venezuelana, quando perde valor, faltam dólares e provoca o desabastecimento por conta da baixíssima industrialização do país. Some-se a isto, o desumano bloqueio econômico estadunidense. Estão nas sanções econômicas impostas pelos EUA e seus aliados as principais causas para a profunda crise que massacra o povo venezuelano que resiste contra a imposição de uma agenda neoliberal.

Por isso, as tentativas de violar a soberania da Venezuela com o pretexto da “ajuda humanitária” foram derrotadas num primeiro momento. Ajuda humanitária de fato deve ser prestada por órgãos como a ONU ou a Cruz Vermelha. Ajuda não é intervenção. Nenhum país tem o direito de, violando as regras do Direito Internacional, estimular um golpe político em outra nação soberana. 

Uma verdadeira ajuda humanitária à Venezuela seria os EUA e seus aliados interromperem o bloqueio econômico e deixar o povo venezuelano resolver suas questões a partir da proposição do ex-presidente uruguaio, José “Pepe” Mujica, que propõe um grupo de diálogo e a realização de eleições gerais com forte presença de observadores internacionais.

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