Não podemos cair na armadilha do sectarismo, por Daniel Samam


A derrota desorganiza, é verdade. Tem como efeito colateral a promoção de vendedores de esperança em lata, falsos radicais, sectários ou patriotas de partido. Por exemplo, fala-se muito na necessidade da unidade das esquerdas, mas infelizmente, tal unidade não dá conta dos desafios impostos. No mais, as esquerdas já tem atuado em unidade no que é possível e essencial.

Preocupa como parte da militância tem reagido, rechaçando o exercício da política, da construção do diálogo. Reações estas que só servem para nos jogar no isolamento. O momento exige uma avaliação correta da correlação de forças, da luta de classes e, sobretudo, da capacidade de orientação por parte de nossos dirigentes. A estes cabe a responsabilidade histórica de buscar o consenso no sentido de que é preciso ampliar para avançar.

Na atual quadra da conjuntura, o sectarismo e o patriotismo de partido são as maiores ameaças à reorganização de um bloco histórico capaz de dialogar com o povo, vencer as eleições, revogar todo entulho aprovado pelo consórcio golpista e reorientar o Brasil para o caminho do desenvolvimento com inclusão, emprego e renda. E é Lula o único capaz de estabilizar as instituições e construir a retomada democrática no Brasil.

Avante!

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