
Pazuello caiu mas o pesadelo continua. Fora Bolsonaro é pela vida! Por Cristiano Lima
Mais uma vez, em plena pandemia, o Brasil está sem Ministro da Saúde. Não que Pazuello faça alguma falta!
A gestão de Pazuello frente ao Ministério da Saúde foi intencionalmente desastrosa, ou seja, ele, Pazuello, cumpriu com êxito a missão que lhe foi imposta. Parece de fato paradoxal, falar em desastre intencional e êxito, porém em se tratando de Jair Bolsonaro, esta incoerência torna-se compreensível.
Não é desconhecido para ninguém a forma duvidosa com que Bolsonaro sempre tratou a pandemia. Seu comportamento debochado com aqueles que perderam pessoas queridas para o vírus, suas piadas, e seu posicionamento declarado contra as medidas de isolamento, distanciamento e uso de máscaras, como forma de evitar o contágio e proliferação do vírus, aumentaram o número de mortes e contágio, colocando o Brasil, como ameaça mundial frente a outros países.
Pazuello, sem qualquer experiência na organização de um plano de vacinação, além de se apresentar totalmente submisso a Bolsonaro, tinha, dessa forma, todos os atributos necessários para cumprir o projeto de morte de Bolsonaro.
Pazuello, foi vivendo um dia após o outro, ignorou compra de vacinas, se mostrou negligente, e negacionista. Foi a engrenagem que fez acelerar o número de vítimas da pandemia, que podiam ter sido salvas.
O período de pesadelo com Pazuello no comando do ministério da saúde também foi marcado por negligências, compra e indicação de medicamentos sem comprovação científica, como no caso da cloroquina, tratamentos precoces e ainda a especulação de um spray israelense como forma de evitar o contágio.
Eduardo Pazuello, além de ignorar a compra de vacinas, ainda desconsiderou um comunicado da empresa White Martins, que fornece o oxigênio para hospitais. A empresa enviou, três dias antes do colapso, um e-mail solicitando apoio logístico ao Ministério da Saúde. A falta de oxigênio causou a morte de pacientes em Manaus.
As semanas posteriores à tragédia que podia ter sido evitada em Manaus, foram de recordes de mortes no Brasil. Na contramão de tudo aquilo que é recomendável para salvar vidas, Bolsonaro veio ameaçando governadores e prefeitos que estivessem adotando medidas necessárias para o enfrentamento da pandemia em seus Estados e Municípios, como o lockdown.
Pazuello, unicamente, serviu como um capataz, um capanga de Bolsonaro, seguiu suas ordens e levou seu projeto de morte adiante, até onde pode alcançar.
Mas o que pode ter levado a saída de Pazuello? Segundo o próprio alegou seriam questões relacionadas a sua saúde.
Para encerrar, e refletir vale um destaque: Luiz Inácio Lula da Silva, está elegível, e pesquisas realizadas por diversos órgãos, apontam uma grande preferência de Lula em relação a Bolsonaro, que diga-se de passagem só vem aumentando sua rejeição.
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Cristiano Lima é Educador, graduando em Geografia pela UERJ/CEDERJ e Escritor.
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