Diesel, o combustível da discórdia, por Cristiano Lima


De uma forma seca e direta se resume a politica de governo bolsonarista. É o Brasil entre a cruz e a espada, do se correr o bicho pega e se ficar o bicho come.

O que para alguns, ainda, iludidos, pode significar uma medida de apoio ao Brasil e em particular aos caminhoneiros que fazem parte da manutenção de todo o fluxo de redes que movimenta a nossa economia pode vir a ser apenas uma jogada (impulsionada pelo medo) para conter a insatisfação dos caminhoneiros e evitar uma possível  greve.

Uma paralisação  nesse momento em que o governo vem a todo custo tentando aprovar seus projetos que destoam de sensatez, equilíbrio e desenvolvimento, aliada a tamanha rejeição que só vem a crescer, poderia levar a total falência de seus planos escravagistas para o povo brasileiro. Todo esse descompasso do governo desacelera o processo de destruição do pais.

O fato é que a “segurada” no valor do diesel parece não ter agradado muito o mercado financeiro, o que compromete ao sistema “self-service”, agora, nos padrões bolsonaristas. As ações da Petrobras despencaram, o que levou a estatal a uma desvalorização que ultrapassa 32 bilhões. Fato que não agrada nem um pouco aos especuladores do patrimônio do povo.

O Brasil desde o golpe de 2016 vem se tornando a praça preferida dos bancos. A proposta da reforma da previdência ou escravagista é entendida pelos banqueiros como uma nova mina de ouro encontrada, a possibilidade de ganhos com planos de previdência privada e todas as vantagens que a reforma traz através do sacrifício do povo, aos bancos e especuladores da pobreza que vislumbram o seu tão sonhado Estado mínimo.

Porém, é que essa estratégia de Bolsonaro em interferir na Petrobrás para frear o aumento do diesel não vem agradando nem mesmo a sua equipe. Paulo Guedes por sua vez reagiu relembrando que o presidente já disse que não entende de economia e ainda completou afirmando que qualquer problema nada como uma conversa para “consertar”.

A nós brasileiros que estamos no meio desse desgaste e rotina de insegurança só resta a esperança e a luta. Vale lembrar aqui que não é só de economia que Bolsonaro disse não entender, segundo suas próprias palavras, não nasceu para ser presidente.
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Cristiano Lima é Educador, graduando em Geografia pela UERJ/CEDERJ e Escritor.

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